Feeds:
Posts
Comentários

Rio Branco- AC

31/12- O caminho para Rio Branco foi marcado pela presença da chuva no início e da pecuária extensiva e do cultivo de soja por quase toda a estrada, pra variar. Algumas madeireiras também faziam parte do cenário, aparentemente menos degradado, perante a percepção do grupo, do que nos estados anteriores.
O clima Equatorial(quente e úmido) dava uma sensação de sauna no interior dos veículos. No início chegou a fazer frio com a chuva, mas logo o calor úmido, típico da região, voltou a incomodar.
Outra paisagem que também nos chamou a atenção foram os constantes brejos inundados e pequenos lagos temporários, com presença de buritis que se formam em pequenas depressões do relevo de baixos platôs. Esses lagos típicos dessa época de verão chuvoso, somem quando o índice pluviométrico arrefece no inverno.
O céu com nuvens brancas ,tipo estratos e alguns cúmulos, com um azul vivo continuava a chamar nossa atenção o que nos fez parar inúmeras vezes para fotografa-lo e fazer tomadas para o documentário. Um cenário muito bonito e aprazível.
Pouco antes de entrarmos no estado do Acre atravessamos o rio Madeira em sua confluência com o rio Abonã de balsa com todos os carros e caminhões empurrados por um poderoso rebocador.
Nessa confluência, vimos em uma margem a bandeira da Bolívia anunciando a bem próxima fronteira do país vizinho; os rios assim atuam em seus papéis de fronteiras naturais, mas que se fundem na paisagem Amazônica. Um belo cenário.
A viagem segue sem grandes alterações na paisagem.
Chegamos em Rio Branco-AC por volta das 18:30h hora local(estamos dois fusos à oeste de Bsb hora oficial do país, isto é em Brasilia eram 20:30h) , véspera de Ano Novo a cidade estava agitada com os preparativos para o Reveillon.
Encontramos uma cidade limpa,organizada, bonita e com uma população muito simpática e animada com a virada de ano.
Nos dirigimos ao 4ª BIS (Batalhão de Infantaria e Selva) onde a recepção que nos foi dada foi calorosa assim como tinha sido em Cuiabá e Porto Velho.
Nos preparamos e nos dirigimos ao Mercado Velho , nas margens do rio Madeira, ponto tradicional de encontro em Rio Branco, para aguardar a virada do ano. Os fogos pipocaram por uns 20′ , foi um espetáculo muito bonito. Todos da expedição ficaram encantados com a beleza do cenário,algo diferente e muito agradável. A boa música nos fez dançar quase o tempo todo.
A aurea positiva que encontramos na cidade nos contaminou, pois passamos um Ano Novo dirente e muito divertido.
À tarde, passamos pela cidade e tiramos muitas fotos que vocês expedicionautas poderão apreciar na página de fotos no Blog Educativo.
Um grande abraço e continue a nos acompanhar, pois os Andes vem ai e novas paisagens e curiosidades vão surgir.

Lucio Palheta, 01/01/10.

30/12- Partimos de Pontes e Lacerda às 5h da manhã em direção a Porto Velho. No caminho nos deparamos com uma formação Florestal Amazônica que cada vez cede mais espaço para a pecuária extensiva e para o cultivo de soja que mais parece uma “praga” no espaço agricola brasileiro, mas que também gera divisas nas exportações do país.
O desflorestamento pode ter arrefecido,contudo a presença significativa de madeireiras mostra que o processo ainda continua.
A cidade de Porto Velho nos pareceu muito simpática por suas características,mas também pela boa recepcçao que tivemos da 3ª Cia/54 BIZ do Exército Brasileiro.
O clima Equatorial mostrou sua cara logo que chegamos, pois uma chuva equatorial que teve início na noite de nossa chegada ainda não cedeu,contudo amenizou o calor típico da região.
O lindo céu azul ,que pensávamos ser só de Brasília, é também uma bela característica do estado de Rondônia.
Seguimos viagem para Rio Branco e a chuva ainda continua.
Caro expedicionauta de Rio Branco enviamos mais informações e curiosidades.
Continue a nos acompanhar.
Abraços.
Lucio Palheta,31/12/09.

Na Placa encontra-se a Latitude e Longitude do ponto

Placa do Ponto Geodésico

Marco do Ponto Geodásico da América do SulHoje a expedição partiu de Cuiabá para Porto velho,mas antes estivemos no Centro Geodésico da América do Sul, ou seja,o ponto equidistante em todas as direções considerando as curvas topográficas que encontra-se em Cuiabá -MT. Amanhã continue a nos acompanhar…

A expedição Interoceânica parte da Capital. A paisagem urbana de Brasília cresce com toda força em função da grilagem urbana, o que fez com que a malha se expandisse sem planejamento.

Fomos em direção a Pirinópolis, cidade turística/histórica onde ainda se percebe o contraste do tradicional e do moderno em um simples passeio pela cidade. É fácil ver velhinhos nas janelas ao lado de Lan Hause freqüentadas por jovens.

Na cidade de Goiás Velho onde pousamos na primeira noite, também uma cidade turística/histórica , percebemos que necessita de uma melhor infra-estrutura, pois não tivemos opção para um pequeno lanche e ainda encontramos estabelecimentos comerciais que não trabalham com cartão de crédito, o que para o turismo é uma grande falha.

Ao avançarmos para Oeste, a paisagem se transforma de forma acentuada com a presença marcante das Chapadas que foram construídas pelos agentes internos e externos do relevo ao longo de mais de 70 milhões de anos. A vegetação de Cerrado com seus vários estratos (Cerradão, Cerrado Típico, Campo Cerrado, Cerradinho, Veredas e Matas Galerias) perdem espaços, com exceção das matas galerias que são protegidas por lei, para infindáveis monoculturas de soja e áreas desflorestadas para prática de pecuária extensiva. A área desflorestada agride a paisagem.

A presença da monocultura de soja chega a ser monótona, pois são dezenas de Km de um lado e do outro da estrada, um verdadeiro “mar de soja” que, com certeza, causa impactos ambientais danosos ao homem, solo e subsolo, que poderão levar anos para serem corrigidos.

Nossa chegada a Barra do Garça, em MT, foi marcada por dois fatos distintos e curiosos: o primeiro foi a significativa presença de índios nas ruas, uma verdadeira inclusão social, acontecimento raro em outras cidades que a maioria do grupo já havia visitado. Não sei se posso dizer que tal ocorrência seja positiva ou negativa, pois a integração dos índios a vida urbana é visível assim como também é seu aculturamento. O segundo fato curioso é que nossos carros chamaram muito a atenção da população por onde passamos, talvez pelas características expedicionárias (adesivos, bagagem, roteiro…), ou pelos recentes acontecimentos de corrupção ocorridos em nossa cidade. Um cidadão chamou a polícia para nos retirar do local de estacionamento, que de fato estávamos errados, pois paramos sobre a faixa “apagada” de pedestres sem perceber. Mas o que nos chamou a atenção foi a frase dita pelo cidadão que chamou a polícia: “Vocês da capital federal não tem jeito mesmo, heim!”. Saímos de imediato mas, para nossa surpresa o policial nos orientou que parássemos na vaga de deficientes, um paradoxo, no nosso entendimento.

Chegamos a Cuiabá por volta da 18h, cidade grande e aparentemente bem organizada. Muito diferente da Cuiabá de vinte anos atrás que conheci, é lógico. Ficamos hospedados no 44º BIMTZ próximo ao centro da cidade, e a receptividade dos militares foi ressaltada por todos os expedicionários.

Amanhã, novas paisagens, novos roteiros: primeira parada Cáceres MT. Continuem nos acompanhando…

Lucio Palheta,29/12/09.

Chamado de Pultumarca ou Vila Termal dos Incas, este moderno balneário andino ao norte possui as mais famosas fontes de termoterapia do Peru. Suas águas cloruradas e sulfurosas brotam de mananciais a 70ºC (158ºF) e possuem propriedades terapêuticas para o tratamento de afecções aos ossos e ao sistema nervoso. Há poças individuais, bangalôs, hotéis, piscinas, sauna e, inclusive, conserva a poça de pedra onde tomava banho o Inca Atahualpa.

Banhos dos Incas

Interesses Especiais

Considerando todas as regiões do Peru, existem cerca de 400 fontes de águas termais conhecidas. Dessas somente algumas estão abertas ao turismo. Esta abundância de mananciais se deve a um fenômeno geológico de caráter vulcânico chamado subdução, causado pelo deslocamento da Placa de Nasca debaixo de la Placa Sul-americana, que se iniciou no Mesozóico e continua, atualmente.

Os fluxos térmicos que se filtram por estas falhas geológicas aquecem as águas subterrâneas ou filtrações de águas superficiais, as quais por sua vez afloram à superfície, com distintos graus de temperatura. As águas se classificam dentro das famílias de bicarbonatadas, cloruradas e sulfatadas (enxofre, cálcio, lítio, ferro, bromo, iodo, cloro, manganês, potássio, oxigênio, bicarbonato sílice), e de acordo com a temperatura, teor de ions em solução e composição química. As águas termais possuem temperaturas maiores que 20°C (e até 89°C), e as minerais contêm mais de 1000 mg/l de ions em solução. O uso é principalmente terapêutico e turístico, e em menor medida para aquecimento de centros urbanos (energia geotérmica).

Churin Lima

Cultura Peruana

Cidade de Cusco

Cidade de Cusco
Inscrita na lista do Patrimônio Mundial em 1983.
Cusco, ao sul dos Andes peruanos (3250 m de altitude), é a primeira cidade turística do país e uma das mais importantes da América. Conhecida pelos incas como a “Cidade Sagrada”, Cusco é a capital de um dos principais impérios pré-colombianos: o Tahuantinsuyo.

Seu nome em Quechua, Qosqo, significa o “umbigo do mundo”, já que nos seus tempos, controlava uma vasta rede de caminhos que uniam, na prática, toda a América do Sul, desde o sul da Colombia até o norte da Argentina.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.