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Lima e voltando

A cidade de Lima como qualquer grande metrópole destoa do restante do país, pois de fato é uma ilha se comparada as demais cidades por onde passamos com exceção de Cusco e Arequipa,mas mesmo assim está alguns degraus acima na escala infra-estrutura,organização e limpeza.
Outro fato que nos chamou à atenção foi o caótico trânsito como em qualquer grande centro, contudo as buzinas são infernais, me lembrou Recife,mas por incrível que possa parecer não vi acidente algum e todos conseguiam se entender naquela balburdia geral e o trânsito fluía apesar de tudo.
A população de Lima é agradável e prestativa. Sabe receber um turísta.
Os táxis são um fato a parte, pois ao que parece, pelo menos no centro e em Miraflores onde ficamos;entretanto não posso dizer pelo resto da cidade, pois não conhecemos,mas os taxis funcionam sem controle ou regras aparentes, uma vez que, qualquer um pode acordar taxista. Não vi por exemplo taxímetro em nenhum taxi, pois o preço é combinado de acordo com a distância, mas são justos na maioria das vezes.
Uma curiosidade que percebemos é que as distâncias são medidas em tempo; por exemplo quanto falta para a cidade tal? resp.: Falta uns 20′ nunca era dado a distância em Km. Tal fato faz sentido, pois como o relevo do país é acidentado com montanhas e subidas íngremes e descidas longas a distância em Km como medimos no Brasil que é plano faz sentido,mas não aqui, uma vez que, para percorrer 70Km pode levar muito mais de 2h dependendo das condições da estrada ou carretera.
O litoral é formado por falésias compostas de seixos e material sedimentar. Os prédios ficam no alto das falésias e o acesso a praia é feito por pistas ou por escadas íngremes. A praia é boa para surfistas, pois não há areia a maior parte são seixos ( pedras arredondadas) e rapidamente afunda. Quase não se vê pessoas freqüentando as mesmas,mas a paisagem é muito bonita de se ver.
O blog educativo fica por aqui, pois me desligo do grupo, pois volto de avião, e uma parte do grupo volta pela Bolívia e outros também de avião e a outra parte vai a Porto Maldonado terminar uma entrevista finalizando o trabalho.
Um grande abraço em todos e obrigado por nos acompanhar.
Novas expedições virão aguardem.
Lucio Palheta, 20/01/10.

O Porto de Illo nos deu uma visão que com certeza ficará marcada na vida de todos a presença
do Pacífico contrastando com a aridez do litoral que resulta da união de dois fatores a corrente de Humbolt – fria que provoca a precipitação da umidade no oceano fazendo com que as nuvens chegem na costa peruana desprovida de umidade o que resulta em um clima árido formando o Deserto de Atacama ao sul do Peru a ao Norte do Chile.
O Porto de Illo nos pareceu bem estruturado e organizado que atua como corredor de exportação para maior fluxo de mercadorias do planeta que é o Pacifico. A rodovia ou carretera tem tudo para colocar parte da producao brasileira nesse grande nicho de mercado que é importante para economia mundial.
A cidade é pequena, organizada e apresenta investimentos do estado que controla o porto.
Presenciamos um cartaz que protestava contra a possibilidade de privatização do porto.
A comida peruana tem boa variedade , qualidade e o melhor é barata. Almoçamos em um bom restaurante onde tivemos o prazer de provar uma mistura de frutos do mar delicioso que agora me fugiu a memória o nome, mas não o seu sabor.
O porto de Matarani é acanhado se comparado a Illo,mas atua como via de exportação para vários produtos; principalmente minérios, contudo só vem sendo utilizado 30% de sua capacidade. Sendo este porto privatizado o que me fez perceber que em Illo houve um maior desenvolvimento da cidade talvez pelo maior compromisso do Estado em promover o desenvolvimento social concomitante ao econômico o que não ocorre em Matarani que é uma cidade muito desprovidade de infra – estrutura.
Em Paracas ficamos acampados na reserva natural do mesmo nome; bem em frente ao mar e próximos a um restaurante onde antes de irmos a Lima desfrutamos mais uma vez da deliciosa comida peruana.
Neste local conhecemos uma simpática garota chamada Andreia que nos contou que em 15/08/2007 a cidade foi destruída por um terremoto de 8.2 na escala richiter provocando um tsunami com ondas que chegram a 8m destruíndo tudo. Não podemos nos esquecer que o Peru sofre com frequentes sismos, pois está sob uma placa tectônica instável que sao os Andes que é constantemente pressionado pela placa de Nazca o que resulta em atritos que geram esses tremores os terremotos. Neste local fomos convidados a conhecer os mirantes de observação de lobos marinhos e aves marinhas que haviam em profusão como pelicanos e gaivotas. O passeio termina ao conhecermos o Candelabro forma aparentemente esculpida na encosta árida ,onde as falésias encontram-se com o mar, pelos espanhóis no periodo colonial.
A cidade de Lima como qualquer grande centro urbano mostra sua cara atraváes de um bom congestionamento em pleno domingo no fim da tarde quando chegamos.
Viva a noite de Lima.
Continue a nos acompanhar a aventura está terminando.

Lucio Palheta, 18/01/10.

De Cusco a Puno

O grupo sai de Cusco para Machupicchu onde chegamos de trem. No trajeto pudemos visualisar as montanhas cobertas com neve dos dois lados do trem, pois o mesmo percorre o vale do Rio Urubamba o tempo todo até a chegada na base desse patrimonio histórico da humanidade, de onde partimos de ônibus até a entrada de Machupicchu.
As construçoes em pedra com simetrias perfeitas e encaixes precisos encantou a todos. O que veio atrapalhar um pouco foi a chuva que insistia em cair fazendo com que as nuvens em muitas das vezes viesse a encobrir a visao do grandioso monumento construído pelos Incas nas bordas das montanhas que com certeza é uma monumental obra construída pelo homem, mas nao era de se estranhar, uma vez que, estávamos a mais de 2800 m de altitude e é normal que a umidade do vale ao se elevar venha a se precipitar nas encostas das montanhas.
Partimos de Cusco para Puno e de Puno vamos em direçao a Arequipa,Matarani,Ilo e finalmente Lima.
De Cusco subimos a altitude para mais de 3800 m a temperatura caiu muito chegando a 10º c, mas sensaçao térmica era de temperatura mais baixa em funçao do vento que cortava a meseta ou altiplano andino, ou seja, uma área plana e ampla situada entre as bordas elevadas das montanhas andinas. Por vezes nos deparávamos com formas que lembravam antigos cones vulcânicos que nao nos deixava esquecer que todos os Andes é uma área de instabilidade tectônica e sujeita a vulcanismos e terremotos.
Continue a nos acompanhar, pois novidades estao por vir.
Lucio Palheta,13/01/10.
Obs: desculpe a falta de alguns acentos, pois estou digitando de um teclado peruano.

A cidade de Cusco

A cidade de Cusco impressionou o grupo por sua beleza e estado de conservaçao e limpeza que e muito boa,mas o que de fato marca é a boa comida com grande variedade e excelente tempero e preços baixos.
A Praça das Armas e muito acomchegante a bela com suas igrejas suntuosas e lindissímas.
Outro fato que chamou a atençao do grupo foi a perfeiçao que as construçoes Incas se apresentam, pois as pedras sao tao perfeitamente encaixadas que nao existe espaço entre as mesmas. Já as construçoes espanholas sao bem menos detalhadas e com acabamenteo muito aquem das dos Incas. Tal fato faz com que a populaçao diga que as existem as construçoes Incas e a dos incapazes que sao as construçoes espanholas.
Continuem a nos acompanhar, pois mais novidades estao por vir.
Obs: Estou utilizando um computador local que nao possui alguns acentos nossos .Relevem as falhas.
Lucio Palheta,08/01/10.

A caminho de Cusco

A caminho de Cusco, a paisagem da Floresta Amazônica peruana aos poucos vai cedendo lugar a uma forma mais acanhada de vegetação arbustiva e herbácea conforme a altitude vai crescendo, até só encontrarmos a presença de musgos e líquens na altitude acima de 3 mil metros.
A temperatura que encontrava-se em torno de 35º cai para apenas 5º , ou seja, é a altitude fazendo a sua parte, pois subimos em apenas 70 Km, de 600 m para mais de 2 mil metros.
Tal mudança de altitude, é lógico, promove tamanha mudança de temperatura e paisagem que deixa as escarpas, menos acidentadas, e vai direto ao relevo acidentado das montanhas.
A região Andina é fabulosa. As formações rochosas que foram dobrabas e soerguidas a mais de 70 milhões de anos eleva-se soberana e majestosa com seus topos cobertos de neve que refletem a luz do sol ofuscando quem a observa. Esses dobramentos modernos são um proverdor de águas às bacias Amazônica e Platina, que encontram-se abaixo, pois durante todo o trajeto fluíam minas de àgua das rochas formando corredeiras com rios estreitos ,mas com forte correnteza.
As dobras muitas vezes se mostravam visíveis com rochas das mais variadas cores mostrando camadas sobrepostas ao longo de milhões de anos.
No trecho mais alto que chegamos a altitude era de 4800m. O ar rarefeito fazia suas primeiras baixas deixando alguns membros da expedição com tontura e falta de ar. Ao subir para fazer algumas fotos senti um pouco de falta de ar e o cansaço era visível em todos, mas a maravilhosa visão dos Andes coberto de neve compensou o esforço de todos.
A partir desse ponto iniciamos a descida a Cusco, que fica um pouco mais abaixo a 3500 m. A paisagem também modifica-se principalmente em relação ao estrato vegetal, pois presenciamos a formação de eucaliptos e arbustos fazendo agora parte da paisagem.
Lagos passam a ser presença comum na trajetória até Cusco e as lhamas também com mulheres típicas da região fazendo seu pastoreio. A presença de ovelhas e gado é menos comum,mas também ocorre. Um fato curioso é que tanto a população quanto o gado que pastoreava são pequenos, pois a baixa oferta de alimentos nessa região, levou a uma reduzida oferta de nutrientes, o que deve ter de alguma forma afetado o crescimento da população e seus animais, pois são muito baixos.
A população peruana é muito simpática e receptiva. É muito comum você cumprimentar a população ao longo de trajeto e ser correspondido. As crianças são as mais receptivas as nossas abordagens; sempre sorrindo e curiosas com as novidades. Algumas ficaram até com os olhos marejados quando partimos. As crianças peruanas são muito lindas e simpáticas. Tem sido um prazer lidar com elas.
Finalmente chegamos a Cusco, a cidade mais antiga da América do Sul, muito linda e bem conservada, mas com um trânsito já caótico para a sua população de aproximadamente 2 milhões de habitantes. É uma cidade cosmopolita, pois é comum a presença de turistas de todo o mundo transitando por suas ruas que datam do Império Inca.
Um fato que me chamou atenção foram os carros que em sua maioria absoluta são de montadoras asiáticas, e os táxis são pequenos para facilitar trafegar pelas estreitas ruas de Cusco.
Continuem a nos acompanhar, pois novos fatos irão acontecer.
Lucio Palheta, 07/01/10.

Chegando no Peru

Encontramos um pais com suas matas Equatoriais mais preservadas, mas também com menos atividades econômicas visíveis.
Atravessamos o Rio Madre de Deus com suas águas barrentas ,mas ainda limpas. A travesia ainda precária com balsas de madeira nos trouxe creta inseguranca ,mas chegamos a Porto Maldonado onde passamos a noite.
No caminho o relevo começou a se modificar ficando mais acidentado e elevando-se com a proximidade dos Andes a temperatura cai um pouco,mas nao o suficiente para amenizar o abafado calor equatorial.
Depois do almoço em um restaurante vegetariano partimos para Quicemil, onde iremos acampar.
Continue a nos acompanhar…

Lucio Palheta,04/01/10.

href=”https://expedicaointeroceanicaeducativo.files.wordpress.com/2010/01/dscn5251.jpg”>[/caption] 01/01 – O primeiro dia em Rio Branco amanhece quente e com céu claro ;um dia muito bonito que se manteve até o final da tarde. A tarde o grupo foi visitar a cidade tendo como cicerone a Ten. Luana do 4º BIS que foi muito simpática e uma excelente companhia.
A Ten. Luana nos levou por vários pontos turísticos tradicionais da cidade, onde tiramos muitas fotos. A cidade é calma com “ar de interior”, mas com uma boa infra-estrutura e organização.
Um local que o grupo apreciou bastante foi a Praça “da Revolução” onde degustamos uma comida tradicional:o tacacá feito com folha de jambu (considerado como afrodisíaco),tucupi ( tipo de sopa preparada com suco de uma espécie de mandioca), camarões, goma de mandioca e é servido quente em uma cuia.
Nessa praça também se encontra a Biblioteca pública,o Quartel central da Polícia Militar.
Da ponte que atravessa o rio Acre apreciamos o lindo por do sol que refletia seus raios nas águas do rio e para nossa surpresa presenciamos uma família do famoso boto cor de rosa que passeava pelas barrentas águas dos rio em contraste com a modernidade dos Jetskis e lanchas que cortavam suas águas em um frenético balé. Esse paradoxo, achamos que só em Rio Branco iremos ver.
Para fechar a agradável tarde e amenizar o típico calor abafado do clima equatorial; passamos em uma sorveteria para apreciar os famosos sorvetes de frutos da terra como: Graviola, Açaí,Cupuaçú e muitos outros.
Seguiremos viagem em direção aos Andes amanhã.
Continue a nos acompanhar.
Abraços

Lucio Palheta, 02/01/10.